Última hora: Prestianni
Atualmente, Gianluca Prestianni sorri com o rendimento e regularidade que tem tido no Benfica, nos últimos meses e que lhe valeram até a convocatória para a Seleção principal, no último estágio antes da convocatória para o Mundial. O argentino tornou-se habitual escolha de Mourinho para o onze e leva três golos e duas assistências em 34 jogos esta época
Mas a felicidade em Lisboa não tem sido uma constante para o extremo de 20 anos. Ao ponto de, em entrevista à Telefe, ter assumido agora que quis deixar as águias e voltar à base pouco depois de ter assinado pelos encarnados.
«Foi demasiado difícil. Só tinham passado seis meses e eu já queria voltar à Argentina. Por sorte, logo a seguir vieram as férias, mas regressar depois outra vez foi muito complicado», relatou.
Além da infelicidade que assume agora que sentia devido à adaptação e à falta de minutos, a maneira de ser do jogador, que admite ser muito reservado, deixou-o numa luta interna que tornou tudo ainda mais difícil.
«Não falava com ninguém para não mostrar à minha família que estava mal, porque eles sofrem com isso. Gosto de mostrar quando estou feliz, mas quando estou triste prefiro guardar para mim e não demonstrar para descarregar só quando estou sozinho. É uma coisa minha. Desde miúdo que sou assim», nota, antes de apontar a importância de Di María e Otamendi nesse momento de dificuldade..
«Depois tive uma ocasião em que me lesionei, o Ángel [Di María] viu-me triste e a chorar e veio falar comigo. Eu confessei-lhe que queria voltar à Argentina, que não aguentava mais e ele ajudou-me muito. Convidava-me para comer a casa dele, com a família e isso ajudou-me muito. O Otamendi também me apoiou muitíssimo. Por isso acho que é graças a eles que superei isso e agora estou aqui na seleção», realça.
Porém, a mágoa daquilo que sentiu nos primeiros meses no Benfica marcou-o tanto, que quando questionado sobre o que mudaria se pudesse voltar atrás, a resposta foi imediata.
«Talvez ficar mais seis meses no Vélez. Fui [para o Benfica] no início do ano e penso que teria desfrutado mais se tivesse ido só a meio do ano», apontou.
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