Rúben amorim foi associado ao Benfica
Há uma frase inúmeras vezes proferida, sobretudo por pessoas ligadas ao futebol, sempre que há êxito numa troca de treinadores: os jogadores queriam fazer a cama ao treinador. Talvez seja verdade, mas, na minha infinita ingenuidade, não acredito que um jogador corra x com um determinado treinador quando podia correr x mais qualquer coisa. Ou que remate desenquadrado com a baliza quando podia tê-lo feito de forma enquadrada. De qualquer modo, há coisas estranhas, sim.
Olhemos para o Manchester United. Continua sem arrancar as cinco vitórias que permitam ao pobre do cabeludo rapar a trunfa. Porém, em dois meses e quase meio sem Ruben Amorim, os cordeirinhos viraram lobos: 23 pontos entre as jornadas 21 e 30. Quem fez melhor? Ninguém. O mais próximo é o Arsenal, com 21 pontos. Não há dúvida de que a ‘chicotada psicológica’ está a dar resultado. Pela entrada de Carrick, pela saída de Amorim ou pelos dois fatores?
Após 14 meses em que Ruben Amorim foi implacável na imposição dos três centrais e de alas agressivos, Carrick estancou a hemorragia de maus resultados através, basicamente, da implementação do 4x2x3x1 bem mais fácil, pelos vistos, de assimilar pelos jogadores. Amorim recebeu Heaven (2 milhões de euros) e Dorgu (29) no mercado de janeiro de 2025 e Matheus Cunha (71), Sesko (77, Lammens (21) e Mbeumo (75) no verão de 2025. Total: 275 milhões de euros. Não resultou. O melhor foi a final da Liga Europa perdida para o Tottenham. E, entretanto, ‘despachou’ Garnacho (Chelsea), Rashford (Barcelona), Antony (Bétis) e Hojlund (Nápoles).
A ‘chicotada psicológica’, entre os jogadores, centrou-se no jovem Kobbie Mainoo. Com Amorim nunca foi titular na Premier League e com Carrick (e 1 jogo com Fletcher) passou de apenas 332 minutos até início de janeiro para 874 minutos em 11 jogos. Também Dorgu e Maguire (!) passaram a jogar mais. Ou antes, o dinamarquês passou a jogar menos ‘amarrado’ ao flanco esquerdo e o inglês, ultrapassados os problemas numa coxa, regressou para ser titularíssimo.
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