Última hora:Real Madrid perde e faz Benfica acreditar

Arbeloa voltou a mexer na defesa, a de ontem foi a sexta versão que apresentou desde que é o treinador do Real Madrid. Desta vez, prescindiu do que vinha sendo o habitual lateral-direito, Alexander-Arnold, pondo no seu lugar o capitão Carvajal. No centro, a forçada ausência de Huijsen, por lesão, obrigou ao regresso de Asensio, que tinha vindo a ser poupado devido a um tratamento conservador que estava a seguir para tentar resolver um problema na tíbia. O outro central, Rudiger, ficou no banco sendo o seu lugar ocupado por Alaba. Com estas mudanças, Carreras foi o único sobrevivente da linha defensiva que jogou no Estádio da Luz, a meio da semana.

Uma arriscada aposta do técnico madrileno, tendo em conta a falta de rodagem de Alaba e Carvajal, que pouco têm jogado. Mas certamente a pensar que um desaire neste desafio pode ter solução, o que não sucede no próximo jogo, contra o Benfica: é o tudo ou nada e o aconselhável é ter disponíveis os jogadores que considera imprescindíveis para esse decisivo embate europeu.

O Osasuna, sobretudo no seu campo, é sempre um adversário muito incómodo, que exige ao adversário muito trabalho, espírito de sacrifício, imaginação e profundidade atacante, tudo o que faltou ao Real Madrid em todo o desafio.

O Real começou o encontro instalando-se no meio-campo contrário, com maior posse de bola e um domínio mais aparente do que real, pois a bem organizada defesa dos locais fechou bem todos os espaços, não permitiu que na sua área se dessem situações de perigo e foi preciso esperar um quarto de hora para ver o seu guarda-redes fazer a primeira intervenção.

Pouco a pouco o Osasuna foi adiantando as suas linhas, partindo em grande velocidade para o ataque, mostrando-se cada vez mais descarado e agressivo, criando problemas à defesa do Real. Courtois teve de empenhar-se a fundo para evitar ser batido e Budimir ainda enviou uma bola à trave.

Até que, passada meia-hora, surgiu o lance mais polémico do desafio: o mesmo jogador croata caiu dentro da área, o árbitro mostrou-lhe cartão amarelo por entender que tinha simulado penálti, mas o VAR chamou a atenção do juiz da partida que, depois de rever a jogada, decidiu assinalar falta, por uma pisadela de Courtois sobre o próprio Budimir, que, encarregado de apontar o castigo, enganou o belga e fez o golo que punha a sua equipa em vantagem no marcador

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