Última hora:Rui Borges discute a sua renovação
Renovação de Rui Borges em discussão: “Sporting é a cadeira de sonho”
Em entrevista exclusiva concedida ao Sobomba, Rui Barreiro, antigo membro do Conselho Leonino, considerou que a renovação de contrato com Rui Borges é uma opção certa por parte da direção leonina.
Renovação de Rui Borges
Rui Borges segue de vento em popa ao serviço do Sporting. Na visita de domingo ao terreno do Alverca, que terminou com uma goelada por 1-4, o treinador português chegou às 50 vitórias oficiais desde que chegou aos verde e brancos, a 26 de dezembro de 2024.
No total, e ao cabo de 73 jogos ao serviço dos leões, Rui Borges leva 50 vitórias, 15 empates e oito derrotas Nesta época, leva até ao momento 44 jogos e 32 triunfos. Dados que mostram a influência que o técnico tem tido desde que chegou a Alvalade e de lhe devem valer a renovação de contrato, que até já está a ser negociada entre as partes.
Em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, Rui Barreiro, antigo membro do Conselho Leonino, deu um parecer positivo à renovação contratual do técnico, ainda que lembrado que Rui Borges tem contrato com o Sporting até junho de 2027.
“O Rui Borges tem contrato até 2027. Certamente que a renovação de contrato já foi ponderada pela equipa diretiva. Se eu fosse Frederico Varandas, provavelmente, acertaria as coisas com o Rui Borges para que houvesse uma continuidade, independentemente daquilo que vierem a ser os resultados desta época. Eu tenho aquela máxima de que se deve acreditar até o fim. Apesar de o Sporting não depender só dele para o campeonato, e para fazer uma marca histórica que é o tricampeonato, o Rui Borges já demonstrou que consegue dar respostas, mesmo com recursos, às vezes, escassos, como é o caso das inúmeras lesões e, eventualmente, de ter um plantel não com tantas alternativas como poderia ter”, afirmou
“Percebe-se perfeitamente que a renovação esteja na ordem do dia, apesar de eu não o considerar prioritário, visto que o Rui Borges tem o contrato até 2027. Mas parece-me que faz sentido que isso possa estar em cima da mesa e que a negociação entre o representante do Sporting e o representante do treinador possa ocorrer”, acrescentou ainda.
Rui Barreiro diz ainda não ter dúvidas de que a renovação de contrato não só é um sinal de confiança para com o trabalho de Rui Borges, como também uma forma de proteger o técnico de uma eventual investida de outros clubes no verão.
“É uma espécie de dois em um. De alguma forma, é uma demonstração clara de que o Sporting quer estabilidade ao nível da equipa técnica e, ao mesmo tempo, face àquilo que é a prestação do Rui Borges nas competições europeias e mesmo em casa, salvaguardar eventualmente alguma saída. Todavia, é preciso dizer que o Rui Borges tem sido muito claro, o que nota que o Sporting acaba por ser a sua cadeira de sonho e que se sente muito bem no Sporting”, vincou.
O ex-membro do Conselho Leonino recusou ainda uma saída de Rui Borges no verão no caso de uma ausência de títulos.
“Isso não faria muito sentido. Se se renovar o contrato do Rui Borges nesta altura, isso significa, por um lado, uma confiança de que ele irá obter resultados, mas também que, se os resultados não existirem, Rui Borges e a sua equipa técnica são os elementos certos para continuar a trabalhar no Sporting. Mesmo que os resultados não fossem aqueles que os sportinguistas desejam, não faria muito sentido estar a renovar um contrato se depois fosse para terminar um contrato caso esses resultados não aparecessem. Esta situação reforça a confiança no Rui Borges, dá-lhe alguma paz de espírito, se é que isso o apoquenta e ele tem manifestado que não, mas é uma demonstração, quer para dentro, quer para fora, que os dirigentes do Sporting confiam no Rui Borges”, destacou, recordando a situação a envolver Roger Schmidt, que deixou o Benfica meses depois de renovar o contrato.
“Acho que os dirigentes podem ser adeptos em algumas ocasiões, mas têm que estar um bocadinho acima dessas emoções dos adeptos. Normalmente os adeptos veem os jogos e os resultados, não acompanham os treinos, não acompanham o dia-a-dia do clube. Um treinador não pode ser só julgado pelos títulos que consegue num ano ou no outro. Ruben Amorim, por exemplo, ficou em quarto lugar duas vezes enquanto esteve no Sporting, uma delas depois de ter sido campeão. A aposta que vier a ser feita é Rui Borges é, basicamente, para demonstrar que há vontade de continuar. Não me parece que seja um risco, face àquilo que tem sido a prestação desde que ele está no Sporting. Estando de fora, e como adepto, acho que é uma boa decisão da direção esta renovação”, sublinhou.
Nos últimos dias, e depois de eliminar o Bodo/Glimt, Rui Borges pediu respeito pelo trabalho que fez ao serviço do Sporting. Embora reconheça que não concorda com algumas decisões do mirandelense, Rui Barreiro sublinha que o técnico merece estar no lugar que ocupa.
“Costuma-me dizer-se que quem não se sente, não é filho de boa gente. Percebo as declarações de Rui Borges, mas também erra como todos os treinadores erram. Acredito que não os cometa intencionalmente. Normalmente, quando se fazem substituições, o treinador fá-lo no sentido de melhorar e não de piorar, mas há muitas coisas que é mais fácil de falar depois. É como dizer que o Totobola sai à segunda-feira”, ressalvou Barreiro.
“O Rui Borges tem, enfim, algumas características que agradam mais a uns, agradam menos a outros. Enquanto adepto, eu acho que muitas vezes há alguma lentidão na mexida da equipa. Às vezes, acho que ao intervalo já se estava a ver algumas coisas que depois só ocorrem mais tarde, mas compreendo que o treinador e a equipa técnica, quando tomam as decisões, tomam-na no sentido da equipa. Há algumas decisões do Rui Borges que me surpreenderam e foram positivas. A avaliação que pode ser feita é positiva”, sustentou.
“O Rui Borges tem tido um plantel com muitos problemas físicos e tem conseguido dar respostas. Mas, se repararmos, verificamos que há alguns jogadores que estão muito tempo indisponíveis. Se o plantel fosse mais alargado, poderia haver melhores resultados. No mercado de inverno, por exemplo, podíamos ter sido mais ambiciosos para quem quer atacar o tricampeonato. Perdemos o Matheus Reis e o Alisson e trouxemos o Faye e o Luís Guilherme. Provavelmente, se tivéssemos sido mais ambiciosos, teríamos mais alternativas. Mas isto é a opinião do adepto e pode não ser a mesma da direção e da equipa técnica. Globalmente, estou satisfeito, apesar de achar que algumas coisas podia ter sido feitas. No jogo em Braga, por exemplo, tivemos com a vitória a 30 segundos do fim do jogo e havia duas substituições para fazer que não foram utilizadas. Há sempre coisas que podemos criticar, mas isso, no fim, é fácil de falar. Antes é que é mais difícil”, finalizou
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